Homenagem da Quintto Comunicação aos Mercadinhos São Luiz, uma das 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil (Great Place to work).
Os colaboradores da Quintto Comunicação chegaram as 5 da manhã no Mercadinho São Luiz da Oliveira Paiva e teve a experiência de trabalhar na frente de loja.
O entrevistado da vez é Gabriel Pinheiro, ex-integrante da quintto que ousou e alçou novos ares. Foi para São Paulo e começou a estagiar na DM9DDB, agência brasileira mais premiada internacionalmente. Hoje ele exerce o cargo de criativo na área de inovação e tecnologia na DM9.
Conversamos com Gabriel sobre a sua carreira em São Paulo, dicas para empresas iniciantes, e sobre as mudanças que ele viu acontecer no marketing digital durante sua vida profissional.
@quinttocom: Como iniciou sua tragetória pela publicidade, quais agências já trabalhou?
@pinheirogabriel: Comecei em 2007, quando ainda tinha 16 anos na Síntese. Na época, não fazia a menor ideia do que era publicidade, mas graças ao Pierre, Sergio Hansen, Alísio, Braz e Dudu Odécio comecei a entender. Em seguida passei pela Radash, Scala, i9+com.business, Quintto e Aldeia Propaganda.
@quinttocom: Como surgiu a oportunidade de ir a São Paulo?
@pinheirogabriel: A DM9 estava fazendo 20 anos e resolveram anunciar vagas de estágio via twitter. Eu acreditei, vim até SP, mostrei meu portfólio pra todos os diretores de criação e voltei pra Fortaleza. Depois de 10 dias recebi a ligação para uma segunda entrevista, também em São Paulo, que era com o presidente da agência, Sergio Valente. Quando ele soube que eu tinha ido e voltado de Fortaleza só pra entrevista valorizou bastante a minha perseverança e somei pontos para ganhar a vaga.
@quinttocom: Trabalhar em uma das maiores agências do mundo é o sonho de 90% dos publicitários. Qual os pontos positivos e negativos em trabalhar em uma agência do porte da DM9DDB?
@pinheirogabriel: Acredito que aqui os dois pontos se unem bastante, muitas vezes o negativo vira positivo. A responsabilidade é um bom exemplo: são marcas grandes e o risco é bem maior, fazendo existir uma grande competitividade. Não dá pra errar. A pressão é grande e isso faz você ficar preparado pra qualquer job, sem medo.
@quinttocom: Quando foi que começou sua relação com o Marketing Digital?
@pinheirogabriel: Quando cheguei aqui, a DM9 acabara de ganhar o prêmio de agência do ano em cannes. E existia uma divisão on/off bem clara. A maioria dos estagiários queria fazer pasta off de DM9 (inclusive eu). Com o passar do tempo conheci o pessoal do online e aprendi bastante sobre o tal "marketing digital" - inclusive que esse não é o melhor nome , até por que acredito que Marketing é um só, e se ele é digital ou offline não muda. A maioria das pessoas ainda acha que a internet é só uma mídia.
@quinttocom: O que mudou, na sua opinião, na área da comunicação digital desde que você começou?
@pinheirogabriel: Os clientes ficaram mais chatos, caretas e sem coragem. Ao meu ver, hoje em dia a grande luta é colocar coisa boa e de verdade na rua.
@quinttocom: Como desmistificar a ideia de que inovação exige uma tecnologia complexa e cara. Como levar essa consciência para os pequenos negócios?
@pinheirogabriel: Não acredito que exista um mito para ser desmistificado, porém vejo que falta chegar informação, conteúdo... Os funcionários também precisam querer essa mudança, uma tecnologia nova pode ser um insight de uma ideia ou um raciocínio. Se existisse um blog local de inovação e tecnologia já seria um bom começo. A Internet está aí para isso, se você procurar existem canais de várias universidades gringas dentro do youtube, como por exemplo o MIT, e lá eles colocam um conteúdo gigante de referências, projetos, filmes. O Google também ajuda.
@quinttocom: Onde as empresas ainda estão pecando quanto ao marketing digital? Quais pontos podem ser melhorados ou mais explorados?
@pinheirogabriel: A maioria das empresas acha que a Internet é uma mídia, e que pedir likes no facebook é legal. Acredito que elas deveriam treinar mais os funcionários e os ensinarem sobre Internet. Acredito que a produção do projeto é uma das coisas mais importantes no processo. Pessoalmente falando, acho que o crowdsourcing e a cultura open-source são duas coisas que estarão fazendo alguma diferença nesses próximos anos.
@quinttocom: Qual a estratégia de Marketing Digital que na sua opinião nenhuma empresa pode deixar de realizar?
@pinheirogabriel: Não acho que a palavra correta seja estratégia, mas, sim, postura. E para eu não falar nenhuma besteira(momento jabá) indico esse texto escrito pelo Blogueiro "Gravataí Merengue", do Interney.
@quinttocom: Quais os requisitos necessários para ter uma campanha online bem sucedida?
@quinttocom: E para quem quer começar nessa área… Qual é a dica?
@pinheirogabriel: Ser diferente faz você ser notado. Lembro que uma vez vi uma ação de um estudante que comprou anúncios no google com os nomes dos diretores de criação. Se você é um diretor de criação e joga seu nome do google (o que uma grande maioria fez/faz) aparece um anúncio: "Oi, você é o Diretor de Criação tal? Meu nome é Gabriel e eu sou criativo, você poderia ver meu portfólio?" Por tanto, a dica é: seja diferente.
Conversamos com o publicitário e designer gráfico, Gabriel Ramalho. Blogueiro do Tempos Modernos e organizador do evento Papos em Rede, onde debatem sobre temas relacionados com tecnologia, internet e mídia social. Ele nos contou um pouco sobre a experiência do Papos em Rede, publicidade online e suas opiniões sobre conteúdo relevante nas redes sociais.
@quinttocom: Qual foi o objetivo inicial de montar o Papos em Rede? qual o próximo passo do evento?
@gabsramalho: A ideia do Papos em Rede surgiu a partir de uma percepção de que o Mercado local desconhecia a existência de bons profissionais locais, com cases consagrados nacionalmente em comunicação ou marketing digital, muitas vezes buscando estes fora do Estado ou adaptando receitas que funcionavam em outros contextos mas não tinham coerência com a relidade nordetina ou a cearense. A ideia era apresentar ao empresariado o que já se fazia, compartilhar e trocar experiências com outros profissionais locais e trazer a estudantes noções sobre as possibilidades do digital em seus contextos de atuação profissional. A ideia não é apresentar receitas-de-bolo do tipo "faça desta forma", "crie um perfil, que funciona" etc, mas discutir estas questões ligadas à comunicação e ao marketing, com o uso de ferramentas, meios e suportes digitais. Não imagino um "próximo passo" pro evento, pois ele já atende bem para o que se propõe atender. Talvez, quem sabe, transformá-lo num evento maior, de mais de um dia, com debates, seminários, desconferências, coisas assim. Mas não é um plano imediato.
@quinttocom: O que você acha dos eventos de mídia social que estão acontecendo em fortaleza? O que acrescentaria?
@gabsramalho: Tenho visto eventos, encontros, debates e cursos aparecendo e isto é bem empolgante pois, apesar de termos bons profissionais locais atuando nacionalmente há algum tempo, esta cultura do digital é algo relativamente novo e o mercado precisa desta sacodida. O que mais me preocupa hoje em Fortaleza é quando vejo alguns cursos ofertados por aqui com ementas que considero ou deslocadas da realidade local ou vazias em conteúdo e ricas em promessas que não se pode cumprir. Acho irreal alguém achar que ao concluir um curso de 10 horas, estará pronto como um profissional de comunicação ou marketing digital, sem que tenha tido qualquer contato anterior tanto com teorias de comunicação como de marketing ou administração. Me preocupa porque vicia o mercado e faz com que o ambiente profissional, como um todo, perca credibilidade. Cursos do tipo "Faça sua empresa vender pela Internet", que pincelem apenas sobre o funcionamento de um sistema de comércio eletrônico, mas que não falem sobre a administração, estratégias promocionais, relacionamento ou, mesmo, algo bem importante, a logística que vai fazer com que o produto chegue ao cliente, são mais prejudiciais ao ambiente do que a ausência destes.
@quinttocom: Atualmente, quem você acha que, em fortaleza, tem relevância nas redes sociais? Em termos de iniciar discussões e gerar um conteúdo relevante? Existe essa pessoa?
@gabsramalho: Temos relevância por nichos. Não creio que exista um único agregador ou mesmo um coletivo organizado que tenha relevância unânime em toda a Fortaleza, mas a relevância dentro daquela network que a gente escolhe participar. O Twitter tem esta graça de a informação ser configurada a gosto do freguês, dependendo de quem escolho seguir. Meu twitter vai ser diferente do twitter de outro usuário e isso é fantástico. Relevância não se mede por quantidade de seguidores, mas na interação destes com o difusor ou com a informação. Daí que mesmo esta relevância no cenário local vai ser percebida a partir dos gostos pessoais. Acho o @leisecafortal, hoje, um perfil extremamente relevante na cidade, mas é uma opinião minha, pessoal. Dentro de minha network, vou ter profissionais de jornalismo, de publicidade e de marketing que considero relevantes mas que não posso afirmar serem relevantes em toda a cidade. Recentemente, soube de uma cantora de forró que tem milhares de seguidores e interage com estes no Twitter, mas não saberia dizer quem é, pois não sigo e talvez nem me interesse pelas atualizações. É alguém que tem grande relevância dentro de sua rede, de seu nicho. Assim como aqueles que sigo por partilharem de interesses semelhantes.
@quinttocom: Quem, de âmbito nacional, você gostaria de chamar para o Papos em Rede?
O Papos em Rede nunca teve a intenção de trazer nomes de fora do Estado, pois tem a ideia de promover os trabalhos que são feitos aqui, mas se pudesse escolher alguns nomes, eu gostaria muito de trazer o Mauro Segura por conta da forma como ele encara o uso da Internet e das Redes Sociais dentro do cotidiano das empresas e defende o uso sem bloqueios, como aliadas e não como inimigas da produtividade. É uma visão interessante e baseada no contexto de uma grande empresa, que é a IBM, onde ele é Diretor de Comunicação e Marketing. Outro nome seria o Marcelo Coutinho, do Terra, que também é professor na FGV. Talvez, se a ideia de transformar o Papos em Rede em um evento maior evolua, isso possa ser estudado como possibilidade.
@quinttocom: O que você indica para gestores que procuram informações detalhadas sobre as aplicações de mídia social?
@gabsramalho: Antes de buscar ferramentas e aplicações, buscar entender o principal: mídia social é movida a pessoas. Pessoas têm desejos, têm anseios, querem ser ouvidas, querem se relacionar. Se o gestor ignora isso e busca apenas uma ferramenta para usar como via unilateral para propagar suas mensagens, está fazendo errado e nenhuma ferramenta irá salvá-lo. Mesmo as aplicações de mídia social devem ser coerentes com seu público. Quem são estas pessoas, o que elas querem, onde elas se reunem na Internet? Pensar a aplicação como consequência dos comportamentos deste público e não como motivadora de comportamentos futuros que podem ou não se concretizar.
@quinttocom: Na publicidade online, o que esperar e em que apostar a curto e médio prazo?
@gabsramalho: Em se tratando de online, é bem arriscado fazer uma assumpção ou previsão, dados tantos formatos e possibilidades. O que já é fato hoje permanece: publicidades que engagem, que estimulem a participação e transformem a audiência em redifusores da mensagem. Acho que o Branded Content, como ferramenta de publicidade institucional é algo que vamos ver crescer bastante nos próximos anos. E, também, uma evolução na forma de se pensar campanhas em mídias sociais, fugindo do óbvio - e chato - do "dê RT" e ações do tipo.
Você pode encontrá-lo escrevendo para o blog Liberdade Digital e atuando ativamente nas redes sociais. Emílio Moreno é jornalista, web content, e nas horas vagas contribui com campanhas para web, como foi o caso de #buracosfortaleza. Um exemplo de engajamento de sucesso, onde ele e outros blogueiros uniram-se para mapear os buracos de fortaleza usando a ferramenta do google, o google maps. Fizemos uma entrevista com ele para saber um pouco mais sobre o que ele pensa da mídia social hoje e quais suas previsões para o futuro.
@quinttocom: Se você pudesse ser uma marca de engajamento, qual você seria? @emiliomoreno: Talvez o Greepeace. Mas na verdade eu seria a minha própria marca. Eu acho que cada um de nós deve estar cada vez mais engajado nos temas presentes na sociedade.
@quinttocom: Na sua opinião, qual é o futuro da colaboração do público via mídias sociais? @emiliomoreno: Difícil fazer previsão. Mas imagino um cenário cada vez mais colaborativo, com responsabilidade, claro. As marcas terão cada vez mais trabalho, pois os consumidores ficarão ainda mais exigentes e usarão ainda mais a internet para reclamar. Cabe a cada marca, conquistar (isso demanda muito tempo) o seu público. E não falo de fazer uma promoção no Twitter de um mês e pronto. É um trabalho de conquista e afinidade. Não adianta eu vender material esportivo, por exemplo, e sair atrás de pessoas que detestam fazer esporte.
@quinttocom: Como usuário engajado, quais são suas dicas para integrar os canais de comunicação? @emiliomoreno: De cara não ser invasivo! Respeite o espaço das pessoas. Engajamento demanda tempo, afinidade e conquista. Terá cada vez mais sucesso quem for autêntico, honesto e tiver paciência para aprender a conversar com o público. Sim, porque as marcas não sabem conversar. Elas sabem despejar conteúdo e pronto. Afinal, ouvir dá muito trabalho.
@quinttocom: Você vê uma disputa de poder entre agências tradicionais e agências digitais? @emiliomoreno:Acho uma bobagem. Imagino que isso está cada vez mais se sumindo. As plataformas digitais estão sendo incorporadas pelos grande veículos de comunicação. Bobeira ficar discutindo isso. Agora: não adianta nada investir nisso se não estiver pronto para conversar e ouvir críticas.
@quinttocom: Qual a principal regra de engajamento que você acredita que ainda não está sendo valorizada pelas redes sociais? @emiliomoreno: Na verdade acho que o que existe é uma demora na resposta dos questionamento. Seja uma marca ou uma instituição. É preciso ser rápido e dar uma resposta eficaz.
@quinttocom: E quanto ao caso do #buracosfortaleza, você fez algum monitoramento? qual foi a conclusão? @emiliomoreno: A conclusão foi boa. Tivemos muita participação, chamamos atenção para o problema. Mas infelizmente a PMF não respondeu ao questionamento na web.
A Quintto Comunicação abraçou a ideia que surgiu em Nova York, quando o americano Tyler Cullen saiu perguntando o que as pessoas estavam ouvindo. A iniciativa fez sucesso e, em seguida, Rodrigo Fernandes, do Jacaré banguela produziu um vídeo na cidade de São Paulo. Nosso colega Felipe Glauber tomou a frente junto com Thyago Souza, e produziram o primeiro vídeo da saga no Nordeste.